sábado, 2 de agosto de 2014

DESTRUIDORES DE ALMAS

Aquele vale sombrio me chama, incendiando a minha alma com pétalas de flores ressecadas pela desgraça, disseminando o meu medo por partes abundantes dos pensamentos com reprises das angústias alheias, flutuando entre as nuvens da compaixão, perdido na mais obscura percepção do olhar de uma criança faminta e que pede apenas um pouco de atenção, sendo amordaçada pela fome e destruída por aqueles que diziam dar a sua compaixão, mas a sua inocência é a que mata, mas também é essa inocência que vai salvar a sua alma e a eternizará na vida eterna. Tantas cenas voam contra mim, tento desviar, porém elas me atingem e conseguem penetrar em meu coração, sinto necessidade de poder ajudar e ao esticar as mãos, sinto apenas o vento passar entre meus dedos e por mais força que eu faça, ainda sinto que os humanos não percebem que o mal os domina e é a necessidade de guerra por paz que os mata.

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